Educação Ambiental: semeando territórios educativos e justiça climática

Transformar o espaço escolar, aprender com o território e construir caminhos para a Justiça Climática. Esses são os propósitos do projeto Educação Ambiental: semeando territórios educativos e justiça climática, desenvolvido pela Cidade Escola Aprendiz, por meio do Programa Educação e Território, na EMEF Espaço de Bitita, no Canindé, em São Paulo.

Financiada pela Central de Penas e Medidas Alternativas da Justiça Federal de São Paulo (CEPEMA), a iniciativa aproxima a melhoria das condições ambientais da escola à Educação Ambiental e Climática, com a participação de estudantes, educadores e comunidade.

Localizada em uma área remanescente da favela do Canindé, a escola atende cerca de 750 estudantes do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em seu entorno, a baixa cobertura vegetal, a concentração de poluentes atmosféricos e a presença de áreas contaminadas revelam desigualdades ambientais que atravessam o cotidiano da comunidade escolar.

É a partir dessa realidade, e dos saberes de quem vive e conhece o território, que o projeto será construído. A proposta integra a agenda de Territórios Educativos para a Justiça Climática, que relaciona a garantia do Direito à Educação Integral, às condições de vida nos territórios. Reconhece, assim, que as desigualdades raciais e territoriais influenciam a exposição aos riscos ambientais e que a participação das comunidades é fundamental para construir respostas a esses desafios.

Ao longo de 12 meses, o projeto irá combinar diagnóstico socioambiental participativo, intervenções no espaço escolar, formação de profissionais da escola e estudantes e oficinas de Educomunicação. O ponto de partida será uma leitura coletiva da escola e de seu entorno, para identificar desafios, reconhecer potencialidades e definir prioridades. Com base nesse diagnóstico, serão planejadas e realizadas pelo menos duas intervenções socioambientais de baixo custo.

Esse percurso será acompanhado por 20 horas de formação em Educação Ambiental e Climática. Articulados ao diagnóstico e às intervenções, os encontros irão conectar os conhecimentos abordados aos desafios do cotidiano e às mudanças que a comunidade deseja para a escola.

Nas oficinas de Educomunicação, os aprendizados sobre Justiça Climática vão ganhar  novas formas de expressão e circulação. A produção e o compartilhamento de conteúdos educativos buscam ampliar a participação da comunidade escolar e do território, fazendo com que as descobertas e experiências cheguem em mais pessoas.

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