{"id":510,"date":"2014-05-26T14:14:31","date_gmt":"2014-05-26T14:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/?page_id=510"},"modified":"2014-05-30T14:17:39","modified_gmt":"2014-05-30T14:17:39","slug":"nova-pagina","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/nova-pagina\/","title":{"rendered":"Conhecer como vivem e pensam as crian\u00e7as, adolescentes e jovens do territ\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>Neste eixo buscamos conhecer como vivem e pensam as crian\u00e7as, adolescentes e jovens do territ\u00f3rio<b> <\/b>a partir de um perfil demogr\u00e1fico, de sa\u00fade, condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia social, transporte, seguran\u00e7a p\u00fablica e viol\u00eancia. Em cada uma dessas \u00e1reas foram levantados indicadores que pudessem contribuir para a constru\u00e7\u00e3o do perfil dos jovens do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Retomando o marco legal brasileiro, verificamos que o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA) refere-se ao menor de 18 anos, entendendo para os efeitos da lei, como crian\u00e7a a pessoa at\u00e9 12 anos e adolescente aquela entre os 12 e os 18 anos de idade. A decis\u00e3o de incluir na esfera de a\u00e7\u00e3o do Estatuto o menor de 18 anos est\u00e1 de acordo com a Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a que, como se sabe, em seu primeiro dispositivo, estabelece que, para os efeitos da mesma, \u201cse entende por crian\u00e7a todo o ser humano menor de 18 anos\u201d.\u00a0 A distin\u00e7\u00e3o entre \u201ccrian\u00e7a\u201d e \u201cadolescente\u201d, como etapas distintas da vida humana, tem import\u00e2ncia no Estatuto (ECA) j\u00e1 que, ambos gozam dos mesmos direitos fundamentais, reconhecendo-se sua condi\u00e7\u00e3o especial de pessoas em desenvolvimento (Soares: 2013).<\/p>\n<p>Art. 3:\u201cA crian\u00e7a\u00a0 e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais\u00a0 inerentes \u00e0 pessoa humana , sem preju\u00edzo da prote\u00e7\u00e3o integral\u00a0 de que se trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei e por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento f\u00edsico, mental, moral, espiritual e social em condu\u00e7\u00f5es de liberdade e de dignidade\u201d.<\/p>\n<p>Para a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), a adolesc\u00eancia constitui um processo fundamentalmente biol\u00f3gico, durante o qual se aceleram o desenvolvimento cognitivo e a estrutura\u00e7\u00e3o da personalidade, abrangendo as idades de 10 a 19 anos. J\u00e1 a juventude seria considerada uma categoria essencialmente sociol\u00f3gica, que consiste no processo de prepara\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos para assumirem o papel de adultos na sociedade, tanto no plano familiar quanto no profissional, estendendo-se dos 15 aos 24 anos. Este \u00e9 tamb\u00e9m o crit\u00e9rio et\u00e1rio utilizado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (UNESCO), bem como para muitas abordagens demogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 juventude, a partir dos anos 90 t\u00eam-se importantes avan\u00e7os da atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos movimentos sociais, formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e pesquisas que trouxeram no cen\u00e1rio nacional novas abordagens e conceitos. Alguns exemplos s\u00e3o o aumento do n\u00famero de jovens no ensino superior, a retirada de milh\u00f5es deles das condi\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria e pobreza e a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de participa\u00e7\u00e3o social, a exemplo dos Conselhos e Confer\u00eancias Nacionais.\u00a0No Brasil, as demandas juvenis ganharam for\u00e7a e entraram na agenda das pol\u00edticas p\u00fablicas, a partir de 2005, com a implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Juventude (PNJ). Tamb\u00e9m nesse mesmo per\u00edodo, a juventude foi inserida na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, por meio da Emenda 65\/2010, e conseguimos avan\u00e7ar na institucionaliza\u00e7\u00e3o da PNJ com a cria\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e conselhos espec\u00edficos nos estados e munic\u00edpios, al\u00e9m de colocar na pauta do Congresso Nacional os marcos legais com a discuss\u00e3o do Estatuto e do Plano Nacional de Juventude.<\/p>\n<p>No Estatuto da Juventude, portanto, s\u00e3o considerados jovens pessoas de 15 (quinze) a\u00a0 29 (vinte e nove) anos\u00a0 e, adolescentes com idade entre 15 (quinze) e 18 (dezoito) e, para o efeito da Lei, a aplica-se o ECA.<\/p>\n<p>Aqui temos elementos importantes para a conceitua\u00e7\u00e3o das categorias sociais a partir de uma perspectiva et\u00e1ria, de desenvolvimento e da sua rela\u00e7\u00e3o com os direitos. Se partirmos da afirma\u00e7\u00e3o de que \u201ccrian\u00e7a \u00e9 crian\u00e7a\u201d e \u201cadolescente \u00e9 adolescente\u201d, existe ainda um longo caminho a ser percorrido na pr\u00e1tica, no sentido do pleno reconhecimento tanto das necessidades como das limita\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e juventude.<\/p>\n<p>Em nossa perspectiva, devemos considerar o aspecto et\u00e1rio e de desenvolvimento das categorias crian\u00e7a, adolescente e jovem, mas, sobretudo levar em conta que s\u00e3o atores sociais com demandas pr\u00f3prias e condi\u00e7\u00f5es singulares.<\/p>\n<p>Neste sentido, crian\u00e7as, adolescentes e jovens s\u00f3 podem ser entendidos no \u00e2mbito do contexto social, isto \u00e9, de sua inscri\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-pol\u00edticas-econ\u00f4micas de seu pa\u00eds e de seu tempo, que tecem estilos de vida distintos, expectativas e projetos heterog\u00eaneos. Da\u00ed, por exemplo, falarmos de juventudes, na medida em que existem diversas formas de ser jovem, dependendo do lugar, da hist\u00f3ria, das quest\u00f5es individuais e das oportunidades de cada um. (Cidade Escola Aprendiz, 2013: 20)<\/p>\n<p>Adotamos aqui uma perspectiva da condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, situacional e relacional das categorias sociais citadas acima. E, para a nossa abordagem, portanto, quando falamos de crian\u00e7as, adolescentes e jovens compreendemos a sua pot\u00eancia para autonomia e participa\u00e7\u00e3o, esta \u00faltima entendida de forma ampla, como: \u201cviv\u00eancia e interfer\u00eancia na vida social, produtiva, cultural, al\u00e9m da esfera propriamente pol\u00edtica\u201d (Abramo, 2005: 35).<\/p>\n<p>Entendemos que a educa\u00e7\u00e3o integral propicia \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es: \u201c(&#8230;) o desenvolvimento integral de crian\u00e7as e adolescentes e que acontece por meio de situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem que oportuni\u00adzam, simultaneamente, a amplia\u00e7\u00e3o de ca\u00adpacidade para a conviv\u00eancia e participa\u00e7\u00e3o na vida p\u00fablica; a amplia\u00e7\u00e3o de repert\u00f3rios de compet\u00eancias e habilidades e o acesso e o usufruto aos servi\u00e7os sociais b\u00e1sicos (Nilson, 2009: 6).<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, as crian\u00e7as, adolescentes e jovens s\u00e3o considerados como sujeitos de direi\u00adtos e estes, por sua vez, t\u00eam como carac\u00adter\u00edstica a indivisibilidade, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 nenhum direito que se sobreponha a outro. Este princ\u00edpio expressa a integralidade tan\u00adto das necessidades de desenvolvimento das crian\u00e7as e dos adolescentes, quanto da integralidade das respostas, pelas pol\u00edticas p\u00fablicas, a essas necessidades. \u00c9 isso que faz com que a intersetorialidade seja o meio mais efetivo para se alcan\u00e7ar o desenvolvi\u00admento integral, pois o caminho para garan\u00adtir as aprendizagens necess\u00e1rias \u00e0 vida, ao trabalho, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o e \u00e0 cidadania ple\u00adna demanda uma combina\u00e7\u00e3o de diferentes tempos e espa\u00e7os, definidos pelos objetos de conhecimento, os sujeitos e o contexto em que vivem (Nilson: 6).<\/p>\n<p>E \u00e9 justamente este conjunto de dimens\u00f5es que pretendemos compreender neste eixo.<\/p>\n<p><b>I. Demografia<\/b><\/p>\n<p>&#8211; Popula\u00e7\u00e3o total do territ\u00f3rio<br \/>\n&#8211; Taxa geom\u00e9trica de crescimento populacional<br \/>\n&#8211; Distribui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o por sexo<br \/>\n&#8211; Distribui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o por idade<br \/>\n&#8211; Distribui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o por ra\u00e7a,<br \/>\n&#8211; Imigra\u00e7\u00e3o interna e internacional<\/p>\n<p><b>II. Sa\u00fade<\/b><\/p>\n<p>&#8211; Taxa de natalidade<br \/>\n&#8211; Taxa de mortalidade (geral)<br \/>\n&#8211; Taxa de mortalidade infantil<\/p>\n<p><b>III. Habita\u00e7\u00e3o e situa\u00e7\u00e3o do domic\u00edlio<\/b><\/p>\n<p>&#8211; Inadequa\u00e7\u00e3o habitacional<br \/>\n&#8211; Percentual de pessoas que vivem com densidade acima de 2 pessoas por dormit\u00f3rio<\/p>\n<p><b>IV. Educa\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>&#8211; M\u00e9dia de anos de estudo da popula\u00e7\u00e3o (popula\u00e7\u00e3o de 15 a 64 anos)<br \/>\n&#8211; Popula\u00e7\u00e3o em idade escolar<\/p>\n<p><b>V. Assist\u00eancia social<\/b><\/p>\n<p>&#8211; Total de familias cadastradas do Cad\u00danico e Total de fam\u00edlias benefici\u00e1rias do Bolsa Fam\u00edlia<\/p>\n<p><b>VI. Seguran\u00e7a publica e viol\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>&#8211; \u00cdndice de homic\u00eddio<\/p>\n<p>A metodologia usada \u00e9 a pesquisa quantitativa (levantamento de dados secund\u00e1rios) e qualitativa (entrevistas de alunos) para o levantamento das seguintes informa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><strong>VII. Conhecer\/realizar um perfil das condi\u00e7\u00f5es do desenvolvimento integral (intelectual, motor, afetivo, pol\u00edtico) das crian\u00e7as e jovens do territ\u00f3rio.<\/strong><\/p>\n<p>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas sobre a comunidade, bairro, cidade \/ entrevistas locais<\/p>\n<p>&#8211; Perfil socioecon\u00f4mico das crian\u00e7as e dos jovens do territ\u00f3rio<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1bitos e cultura dos jovens no territ\u00f3rio<\/p>\n<p>&#8211; Acesso a meios de comunica\u00e7\u00e3o como internet\/TV\/R\u00e1dio\/Jornal\/Telefonia<\/p>\n<p>&#8211; Circula\u00e7\u00e3o pela cidade<\/p>\n<p>A metodologia usada foi o levantamento de dados secund\u00e1rios, a realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas com os alunos e an\u00e1lise de refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas sobre o territ\u00f3rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/nova-pagina\/\">Neste eixo buscamos conhecer como vivem e pensam as crian\u00e7as, adolescentes e jovens do territ\u00f3rio a partir de um perfil demogr\u00e1fico, de sa\u00fade, condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia social, transporte, seguran\u00e7a p\u00fablica e viol\u00eancia. 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