{"id":36,"date":"2014-02-20T15:16:58","date_gmt":"2014-02-20T15:16:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/diagnosticos\/?page_id=36"},"modified":"2014-05-30T15:26:26","modified_gmt":"2014-05-30T15:26:26","slug":"bairro-escola-centro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/bairro-escola-centro\/","title":{"rendered":"Bairro-escola Centro"},"content":{"rendered":"<p>No caso da regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, do ponto de vista deste diagn\u00f3stico, focamos nosso olhar em um territ\u00f3rio formado pelo raio de 2 Km a partir da escola central definida. Este territ\u00f3rio engloba partes ou a totalidade dos distritos do Bom Retiro, Santa Cec\u00edlia, Barra Funda e Casa Verde.<\/p>\n<p>A partir deste recorte, fica claro que a pesquisa empreendida neste microterrit\u00f3rio n\u00e3o pode ser considerada como um diagn\u00f3stico da \u00e1rea total do Centro de S\u00e3o Paulo (que poderia ter muitos limites poss\u00edveis), mas sim um recorte que engloba inclusive um distrito da Zona Norte de S\u00e3o Paulo, a Casa Verde e um distrito da regi\u00e3o Oeste, a Barra Funda, sendo portanto de grande heterogeneidade. Trata-se de um territ\u00f3rio sob responsabilidade municipal de tr\u00eas Subprefeituras diferentes: S\u00e9 (distritos Santa Cec\u00edlia e Bom Retiro), Lapa (Barra Funda) e Casa Verde (Casa Verde). As caracter\u00edsticas b\u00e1sicas destes distritos s\u00e3o de grande import\u00e2ncia ao se objetivar a constru\u00e7\u00e3o de um territ\u00f3rio educativo: o que h\u00e1 nesta regi\u00e3o? Com o que estamos lidando?<\/p>\n<p>A primeira resposta que tivemos ao iniciar a pesquisa \u00e9 que nesta regi\u00e3o temos pessoas. Esta \u201cdescoberta\u201d ainda que possa parecer obvia para muitos, \u00e9 de grande import\u00e2ncia pol\u00edtica posto que nos \u00faltimos anos t\u00eam se tornado muito comum discursos que alegam a pouca exist\u00eancia de moradores na regi\u00e3o mais central de S\u00e3o Paulo. Se estes n\u00e3o existem n\u00e3o h\u00e1 urg\u00eancia para a constitui\u00e7\u00e3o ou fortalecimento de pol\u00edticas em rela\u00e7\u00e3o a eles, do mesmo modo a constitui\u00e7\u00e3o de um ou mais territ\u00f3rios educativos n\u00e3o faria sentido. Ao somarmos a popula\u00e7\u00e3o dos dois distritos centrais aqui pesquisados (Santa Cec\u00edlia e Bom Retiro), temos uma popula\u00e7\u00e3o total de 117.431 moradores, popula\u00e7\u00e3o claramente n\u00e3o irris\u00f3ria. Se somarmos ainda \u00e0 popula\u00e7\u00e3o dos outros dois distritos analisados chegamos a um total de 217.410. Ainda assim, as popula\u00e7\u00f5es dos distritos s\u00e3o bastante diferentes: Barra Funda, destaca-se por ter uma popula\u00e7\u00e3o menor em compara\u00e7\u00e3o com os outros distritos: de 14.371 pessoas, enquanto Bom Retiro possui 33.825; Casa Verde 85.608 e Santa Cec\u00edlia 83.606. Este dado parece se relacionar com o modo como a regi\u00e3o se conformou, com muitos galp\u00f5es e extensas \u00e1reas ocupadas por ind\u00fastrias e pequenas f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>Quem s\u00e3o os moradores desse local e como vivem? Uma caminhada e algumas conversas com moradores da regi\u00e3o provavelmente seriam suficientes para aferirmos, a partir de seus sotaques e idiomas, que estes s\u00e3o de diversas localidades. Esta grande diversidade \u00e9 comprovada pelos dados aqui apresentados: 20% dos moradores nasceram em outros estados e 6% em outros pa\u00edses. A regi\u00e3o do Bom Retiro \u00e9 um exemplo claro desta realidade. Segundo Toji (2007), esta regi\u00e3o tem recebido ao longo de sua hist\u00f3ria diferentes ondas imigrat\u00f3rias, de europeus (italianos, espanh\u00f3is, portugueses, poloneses, arm\u00eanios, gregos, entre outros), de asi\u00e1ticos, em especial os coreanos e, mais recentemente a partir da d\u00e9cada de 1980, de imigrantes latino-americanos, principalmente bolivianos, paraguaios e peruanos.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas dos moradores tamb\u00e9m dizem muito sobre a regi\u00e3o: 45% dos domic\u00edlios possuem renda entre 5 a 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos, enquanto 37,6% ganham de 0 a 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos. Se analisarmos a partir dos extremos, apenas 2,8% dos domic\u00edlios possuem renda de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo enquanto 16% ganham mais de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos. Embora estes dados apontem para um panorama positivo, com uma ampla maioria de domic\u00edlios ganhando mais de 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos (um total de 61%), cabe lembrar que a renda total de um domic\u00edlio precisa atender a todos os seus moradores. No caso de nossa regi\u00e3o, o n\u00famero de moradores por domic\u00edlio tamb\u00e9m se mostra relativamente baixo: em 57,3% dos domic\u00edlios moram de uma a duas pessoas, em 33,4% de tr\u00eas a quatro e 9,3% possuem cinco ou mais moradores. Ao cruzarmos estes dois dados \u2013 renda e moradores por domic\u00edlio \u2013 inferimos que a pobreza existe na regi\u00e3o, mas que n\u00e3o pode ser vista como um fen\u00f4meno majorit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Podemos observar ent\u00e3o que os moradores da regi\u00e3o constituem-se com uma grande heterogeneidade (possuem diferentes origens e condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas). Ao mesmo tempo em que este panorama garante uma de suas maiores riquezas, o multiculturalismo, esta heterogeneidade pode ser uma das causas que dificulta uma maior unidade dos moradores em torno de pautas comuns de garantia de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Eventualmente formam-se pequenos grupos que se manifestam separadamente por quest\u00f5es espec\u00edficas \u2013 um grupo de imigrantes, uma associa\u00e7\u00e3o de moradores de um determinado bairro, etc. \u2013 mas poucas vezes como uma mobiliza\u00e7\u00e3o mais abrangente e fortalecida. O movimento de moradia, formado por n\u00e3o moradores da regi\u00e3o e moradores de ocupa\u00e7\u00f5es <a title=\"Edif\u00edcios vazios que s\u00e3o ocupados por fam\u00edlias sem moradia.\" href=\"#nota\">[11]<\/a>,\u00a0talvez seja o expoente principal da reivindica\u00e7\u00e3o de direitos na regi\u00e3o central, como uma afirma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do direito de se viver pr\u00f3ximo ao local de trabalho e com maior acesso a servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Os dados que citamos brevemente aqui e os outros dados que ser\u00e3o apresentados ao longo do diagn\u00f3stico refor\u00e7am a concep\u00e7\u00e3o de Marques (2005) de que a divis\u00e3o espacial social n\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea. \u00c9 deste modo que caracter\u00edsticas comumente atribu\u00eddas \u00e0 periferia podem ser encontradas no centro, assim como o inverso tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel, \u00e9 assim por exemplo que a taxa de mortalidade da popula\u00e7\u00e3o entre 15 e 34 anos pode variar de 39,6 no Bom Retiro para 93,4 na Santa Cec\u00edlia.<\/p>\n<p>De um modo geral, falar do \u201cCentro\u201d gera rea\u00e7\u00f5es intensas, por vezes contradit\u00f3rias, de amor e \u00f3dio. Entre as muitas caracter\u00edsticas comumente atribu\u00eddas \u00e0 regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo est\u00e3o: a degrada\u00e7\u00e3o dos bairros, viol\u00eancia, problemas de moradia, pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua. Em uma m\u00e3o oposta, a grande oferta de equipamentos culturais, o f\u00e1cil acesso a servi\u00e7os, transportes e com\u00e9rcio. Esta dualidade, embora um pouco generalista, aponta as potencialidades, riquezas e dificuldades que a regi\u00e3o enfrenta como resultado de sua hist\u00f3ria e em especial de decis\u00f5es pol\u00edticas as quais foi e segue sendo submetida.<\/p>\n<p>Se o territ\u00f3rio deste diagn\u00f3stico engloba parte do Centro, mas considera tamb\u00e9m outros distritos, porque utilizamos o nome \u201cBairro-escola Centro\u201d? Este nome refere-se \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do Aprendiz desde 2005 na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo desenvolvendo o Bairro-escola, uma metodologia que apoia o fortalecimento e promo\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios educativos, nos quais fam\u00edlias, escolas e comunidades se articulam para garantir o desenvolvimento integral de crian\u00e7as e jovens. Foi ao longo destes anos que a escola localizada no bairro do Bom Retiro, que est\u00e1 no centro do diagn\u00f3stico e na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, aderiu \u00e0 esta proposta, junto com redes, organiza\u00e7\u00f5es locais e moradores.<\/p>\n<p><strong>O Centro \u00e9 uma sala de aula<\/strong><\/p>\n<p>A primeira atua\u00e7\u00e3o do Aprendiz no Centro de S\u00e3o Paulo aconteceu entre 2005 e 2008 por meio do programa \u201cO Centro \u00e9 uma sala de aula\u201d, em parceria com a Subprefeitura da S\u00e9, a empresa Comg\u00e1s e a ONG Casa Redonda. Este, que se estendeu at\u00e9 2007, promovia a forma\u00e7\u00e3o de professores da rede p\u00fablica que participavam em encontros itinerantes pelos equipamentos de cultura da regi\u00e3o, e posteriormente faziam o mesmo percurso com seus alunos, possibilitando o acesso de crian\u00e7as e jovens aos recursos hist\u00f3ricos e culturais do territ\u00f3rio. Esta experi\u00eancia inicial de democratiza\u00e7\u00e3o dos potenciais educativos do Centro foi essencial para a abertura de canais de comunica\u00e7\u00e3o entre a cultura e a educa\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio (Goulart, 2008).<\/p>\n<p><strong>Bairro-escola Barra Funda<\/strong><\/p>\n<p>O projeto para cria\u00e7\u00e3o do Bairro-escola na regi\u00e3o da Barra Funda, come\u00e7ou em 2008, com o convite da empresa Tgestiona (parte do grupo Telef\u00f4nica) <a title=\"O financiamento do projeto seguiu de 2012 a 2013 diretamente pela empresa Telef\u00f4nica.\" href=\"#nota\">[12]<\/a>\u00a0que, localizada na regi\u00e3o e objetivando ampliar e fortalecer sua rela\u00e7\u00e3o com a comunidade do entorno, convidou o Aprendiz a assumir a tarefa de pensar uma proposta educativa para o territ\u00f3rio. O projeto teve in\u00edcio com oficinas art\u00edsticas (mosaico e grafite) para crian\u00e7as e jovens. Posteriormente, ganhou um car\u00e1ter de articula\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria por meio da estrutura\u00e7\u00e3o de uma rede local, com organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, empresas, equipamentos p\u00fablicos e representantes da comunidade. Com a forma\u00e7\u00e3o desse grupo de mobiliza\u00e7\u00e3o, nascia a \u201cRede Nossa Barra\u201d. A regi\u00e3o de atua\u00e7\u00e3o, inicialmente delimitada pela linha f\u00e9rrea e as avenidas Rudge e Pacaembu, se expandiu ao longo do tempo, a partir do ponto de localiza\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es participantes da Rede, no entanto, manteve como foco principal as ruas dos distritos da Barra Funda e Santa Cec\u00edlia.<\/p>\n<div>\n<p>No mesmo ano, desenvolvia-se o projeto \u201cMudando sua Escola, Mudando sua Comunidade, Melhorando o Mundo\u201d, coordenado pela Unicef em diversas regi\u00f5es. Na Barra Funda, ele foi realizado pelo Aprendiz e a Escola Estadual Canuto do Val.<\/p>\n<\/div>\n<p>Ambas as iniciativas contribu\u00edram para que a Rede Nossa Barra se inscrevesse em outro projeto coordenado pela Unicef, a Plataforma dos Centros Urbanos (Unicef). Neste contexto, a Rede definiu seis metas que foram desenvolvidas durante dois anos, com o objetivo de trabalhar em prol dos direitos de crian\u00e7as e adolescentes no territ\u00f3rio. Foi assim, que durante os anos de 2010 e 2011, a Rede desenvolveu diversas a\u00e7\u00f5es, como, por exemplo, a forma\u00e7\u00e3o de um coletivo de comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria local, o Semin\u00e1rio Desenvolvimento Empresarial e Social para a Barra Funda, a revitaliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os p\u00fablicos com interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e mutir\u00f5es na Escola Canuto do Val, com apoio de organiza\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>Em 2012 a Rede Nossa Barra Funda foi certificada pelo Unicef como uma rede que trabalhava em prol da garantia dos direitos de crian\u00e7as e adolescentes. Com a conclus\u00e3o do Projeto Plataforma dos Centros Urbanos, a maior parte da rede se desmobilizou, mas, ainda assim alguns participantes decidiram continuar compartilhando informa\u00e7\u00f5es e realizando trocas de ideias sobre a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Paralelamente, tendo clareza da import\u00e2ncia estrat\u00e9gica das escolas para a constitui\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios educativos, o Aprendiz dedicou-se ao fortalecimento do projeto pol\u00edtico pedag\u00f3gico da escola Canuto do Val, institui\u00e7\u00e3o que assumiu o centro de nosso diagn\u00f3stico. O interesse da escola em ampliar as oportunidades para seus alunos e a rela\u00e7\u00e3o com a comunidade permitiu a constru\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica, na qual escola e Aprendiz pensavam juntos as possibilidades de amplia\u00e7\u00e3o das oportunidades de educa\u00e7\u00e3o integral e desenvolviam diversos projetos colaborativamente. Hoje a escola segue de modo aut\u00f4nomo a busca pelo fortalecimento da gest\u00e3o democr\u00e1tica e a amplia\u00e7\u00e3o de sua rela\u00e7\u00e3o com seu entorno.<\/p>\n<p><strong>Bairro-escola Luz<\/strong><\/p>\n<p>Em 2010 com o apoio da IBM, da Porto Seguro e da CCR, o Aprendiz iniciou sua caminhada em mais um territ\u00f3rio central, a regi\u00e3o da Luz, tendo como objetivo mobilizar moradores, institui\u00e7\u00f5es locais da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o e cultura, assim como institui\u00e7\u00f5es potentes para projetos participativos e comunit\u00e1rios, com o objetivo de construir um territ\u00f3rio educativo. Deste modo constituiu-se um Grupo Articulador Local (GAL), com diversas pessoas e organiza\u00e7\u00f5es locais, advindas principalmente dos bairros de Santa Ifig\u00eania, Campos El\u00edseos e Bom Retiro. Entre os participantes podemos destacar a participa\u00e7\u00e3o predominante de reconhecidos equipamentos de cultura de regi\u00e3o, tais como Museu da L\u00edngua Portuguesa, Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo, Museu de Arte Sacra, Museu da Energia, Sesc Bom Retiro, entre outros. A presen\u00e7a de representantes de inst\u00e2ncias governamentais tamb\u00e9m foi uma realidade: membros de diferentes secretarias participaram ativamente das reuni\u00f5es, possibilitando la\u00e7os mais diretos com o poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>Festival Bairro-escola Centro, a\u00e7\u00f5es educativas com uma escola da regi\u00e3o e um projeto de percursos culturais e oficinas de comunica\u00e7\u00e3o com jovens das ocupa\u00e7\u00f5es da Luz, foram alguns dos projetos\/atividades desenvolvidos pelo GAL at\u00e9 2013. Atualmente o grupo n\u00e3o tem desenvolvido reuni\u00f5es, mas mant\u00e9m uma rede virtual e estabeleceu la\u00e7os importantes de coopera\u00e7\u00e3o em atividades desenvolvidas por qualquer um dos membros na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Trilhas da Cidadania<\/strong><\/p>\n<p>O Aprendiz iniciou em 2012 o projeto \u201cTrilhas da Cidadania \u2013 A l\u00edngua portuguesa pela cidade\u201d, em parceria com a Editora Moderna, a Caritas Arquidiocesana de S\u00e3o Paulo e com o apoio do Museu de Arte Sacra de S\u00e3o Paulo. O projeto, que segue vigente, tem como objetivo apoiar a integra\u00e7\u00e3o de imigrantes e solicitantes de ref\u00fagio por meio do ensino da l\u00edngua portuguesa, aspectos da cidadania e cultura do Pa\u00eds. O processo educativo, baseado nas trilhas educativas, vai al\u00e9m da sala de aula, com a realiza\u00e7\u00e3o de percursos e intera\u00e7\u00f5es com a cidade, tendo como base os interesses dos participantes.<\/p>\n<p><strong>Bairro-escola Centro: o encontro de todos os projetos<\/strong><\/p>\n<p>A partir de 2012 a separa\u00e7\u00e3o entre Luz e Barra Funda j\u00e1 n\u00e3o fazia sentido. Muitas das a\u00e7\u00f5es necessitavam de participantes de ambas as redes e a combina\u00e7\u00e3o dos projetos, que inicialmente nasceram separados, conferia mais for\u00e7a e ampliava as oportunidades dentro de um macro-territ\u00f3rio. \u00c9 deste modo que a denomina\u00e7\u00e3o Bairro-escola Centro, passa a ser utilizada.<\/p>\n<p>O Bairro-escola \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o constante e um longo caminho ainda pode ser trilhado, mas j\u00e1 existem importantes ganhos que podem ser destacados. Entre v\u00e1rias tentativas, movimentos, articula\u00e7\u00f5es, hoje a regi\u00e3o central (e alguns distritos pr\u00f3ximos), conta com uma escola determinada a ampliar sua rela\u00e7\u00e3o com a comunidade local e diversas organiza\u00e7\u00f5es de diferentes setores e indiv\u00edduos que se conhecem, eventualmente se apoiam e demonstram interesse em participar em a\u00e7\u00f5es de conex\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o e cultura, que contribuam para o fortalecimento de um territ\u00f3rio educativo. O poder p\u00fablico local tamb\u00e9m se mostra disposto a colaborar e interessado nas articula\u00e7\u00f5es que o Bairro-escola prop\u00f5e.<\/p>\n<p>Entendemos que esse diagn\u00f3stico pode contribuir ainda mais para esta caminhada e para a constru\u00e7\u00e3o de um Projeto Educativo Local.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/bairro-escola-centro\/\">No caso da regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, do ponto de vista deste diagn\u00f3stico, focamos nosso olhar em um territ\u00f3rio formado pelo raio de 2 Km a partir da escola central definida. 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