{"id":29,"date":"2014-02-20T15:15:10","date_gmt":"2014-02-20T15:15:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/diagnosticos\/?page_id=29"},"modified":"2014-05-28T19:55:26","modified_gmt":"2014-05-28T19:55:26","slug":"conclusoes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/conclusoes\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise dos resultados constru\u00eddos a partir do Diagn\u00f3stico do Bairro-escola mostrou aspectos relevantes sobre os tr\u00eas territ\u00f3rios em quest\u00e3o, sobre os eixos de an\u00e1lise e, sobretudo, sobre as quest\u00f5es que envolvem pensar em microterrit\u00f3rios educativos numa cidade da escala e complexidade como \u00e9 o caso de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, para al\u00e9m dos resultados encontrados, destaca-se a import\u00e2ncia da constru\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica desenvolvida, que inaugura uma forma espec\u00edfica de olhar e entender os territ\u00f3rios da cidade sob a \u00f3tima do Bairro-escola. Ainda que a constru\u00e7\u00e3o desse olhar e os focos que se pretendeu dar, continue um desafio que n\u00e3o se encerra aqui, o que se pretendeu com este trabalho foi contribuir com um pequeno avan\u00e7o na constru\u00e7\u00e3o da observa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os da cidade sob esta perspectiva.<\/p>\n<p>Olhar para esses espa\u00e7os tamb\u00e9m significa a observa\u00e7\u00e3o de dados sobre os mesmos que possam responder \u00e0 esta perspectiva. Se os dados do Censo Escolar, por exemplo, ainda s\u00e3o restritos sobre a participa\u00e7\u00e3o dos diversos atores da comunidade escolar, o uso dos equipamentos ou ainda para a integra\u00e7\u00e3o da escola com a rede de educa\u00e7\u00e3o integral do munic\u00edpio \u2013 tentamos, por outras vias, qualificar ao m\u00e1ximo essas informa\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, os dados prim\u00e1rios coletados neste diagn\u00f3stico procuraram entrar em contato com essa realidade e, ainda que a pesquisa tenha avan\u00e7ado pouco neste sentido diante de enormes limites operacionais e mesmo de desenho da pesquisa, ela mostra como esse olhar \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Nesse sentido, uma conquista importante do diagn\u00f3stico foi a defini\u00e7\u00e3o dos quatro eixos de an\u00e1lise (e o detalhamento de cada um) que estruturam a pesquisa de acordo com os objetivos da estrat\u00e9gia do Bairro-escola. Apresentamos as principais descobertas sobre os eixos no pr\u00f3ximo item.<\/p>\n<p>Ainda do ponto de vista metodol\u00f3gico, foi importante constatar que a delimita\u00e7\u00e3o da abrang\u00eancia do territ\u00f3rio por um raio de 2km \u00e0 partir da escola refer\u00eancia fez sentido para a l\u00f3gica do Bairro-escola, j\u00e1 que este per\u00edmetro parece englobar a rede sociopedag\u00f3gica essencial para o desenho desta estrat\u00e9gia e abarcou, como vimos, o local de moradia da maior parte dos estudantes. Como demonstramos no cap\u00edtulo 2, essa delimita\u00e7\u00e3o, partiu de uma reflex\u00e3o sobre o sentido territorial da estrat\u00e9gia do Bairro-escola e das experi\u00eancias concretas j\u00e1 realizadas nesse sentido. No entanto, sua viabilidade como forma de demarca\u00e7\u00e3o territorial ainda estava em cheque e a experi\u00eancia realizada nos permitiu ver que parece bastante v\u00e1lida aos objetivos propostos.<\/p>\n<p>Do ponto de vista dos resultados alcan\u00e7ados na pesquisa, a possibilidade de analisar tr\u00eas territ\u00f3rios muito distintos da cidade foi bastante rica. Os resultados nos mostraram uma identidade marcante em cada territ\u00f3rio o que, de certa forma, pode ser representativa da cidade como um todo, funcionando como tipologias de conjunturas muito diferentes, situadas em uma cidade com escala de pa\u00eds. Observamos assim um territ\u00f3rio mais provido no centro de umas das \u00e1reas mais ricas da cidade (Vila Madalena); um territ\u00f3rio central como toda e heterogeneidade que lhe \u00e9 particular (Centro); um territ\u00f3rio localizado em uma das periferias mais distantes do centro da cidade marcada por todos os adjetivos que costumam acompanhar a palavra \u201cperiferia\u201d \u2013 priva\u00e7\u00e3o, falta, dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Sobre esses territ\u00f3rios, de um lado, o diagn\u00f3stico reafirmou as j\u00e1 conhecidas grandes diferen\u00e7as do perfil sociodemogr\u00e1fico e econ\u00f4mico destas regi\u00f5es; de outro reconheceu similitudes importantes tais como a centralidade do espa\u00e7o escolar, os perfil de alunos e professores, a interlocu\u00e7\u00e3o (e a falta de) entre a escola e seu entorno.<\/p>\n<p>Muitas informa\u00e7\u00f5es contidas na pesquisa ainda podem resultar em outras an\u00e1lises que este relat\u00f3rio n\u00e3o conseguiu abarcar. Embora tenha sido estruturado para os objetivos do Bairro-escola, torna-se um rico material a disposi\u00e7\u00e3o de pesquisadores que podem se valer desses dados para outras pesquisas, aprofundando as formas de se compreender territ\u00f3rios educativos.<\/p>\n<p>A seguir, apontamos algumas quest\u00f5es reveladas durante a pesquisa sob a perspectiva dos territ\u00f3rios e tamb\u00e9m dos quatro eixos de an\u00e1lise.<\/p>\n<p><b><\/b><b>Fund\u00e3o do \u00c2ngela: desafios estruturais e articula\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria<\/b><\/p>\n<p>Os resultados do diagn\u00f3stico permitiram caracterizar a popula\u00e7\u00e3o do Bairro-escola Fund\u00e3o do \u00c2ngela como uma popula\u00e7\u00e3o bastante jovem, de maioria negra (pardos e pretos). Trata-se de um territ\u00f3rio composto por domic\u00edlios de baixa renda e menor poder aquisitivo (menos de um ter\u00e7o dos domic\u00edlios tem computador com internet, por exemplo, o mais baixo acesso entre os tr\u00eas territ\u00f3rios).<\/p>\n<p>A falta de liga\u00e7\u00e3o de cerca de metade dos domic\u00edlios com a rede de esgoto (uma condi\u00e7\u00e3o m\u00ednima no direito \u00e0 moradia adequada) \u00e9 reveladora de uma situa\u00e7\u00e3o de precariedade que na maior parte da cidade j\u00e1 foi superada e, em muitas situa\u00e7\u00f5es j\u00e1 inclusive deixou de ser um indicador de inadequa\u00e7\u00e3o habitacional devido a sua ampla cobertura na cidade. Isso pode ser explicado pelo fato de o Jardim \u00c2ngela ter sua hist\u00f3ria atrelada a chegada da popula\u00e7\u00e3o no local \u2013 por meio de intensos fluxos migrat\u00f3rios de diversas regi\u00f5es do pa\u00eds e da pr\u00f3pria cidade \u2013 antes mesmo da cidade (e sua infraestrutura). O resultado \u00e9 uma ocupa\u00e7\u00e3o desordenada, ligada \u00e0 aus\u00eancia de pol\u00edticas de infraestrutura urbana.<\/p>\n<p>Cerca de um quarto da popula\u00e7\u00e3o em idade escolar no territ\u00f3rio n\u00e3o frequenta nenhuma institui\u00e7\u00e3o escolar e entre os pais e m\u00e3es dos alunos pesquisados na escola-refer\u00eancia o n\u00edvel de escolaridade, no geral, \u00e9 bastante baixo \u2013 em muitos casos, o aluno pesquisado poder\u00e1 ser a primeira pessoa da fam\u00edlia a completar o ensino b\u00e1sico. De modo geral, a maior parte das pessoas em idade escolar frequenta escolas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisa mostrou que, apesar do Fund\u00e3o do \u00c2ngela ter uma quantidade maior de pessoas em idade escolar, \u00e9 o territ\u00f3rio com menor n\u00famero de escolas, o que pode indicar que parte das crian\u00e7as e jovens deste territ\u00f3rio precisa se deslocar para outras localidades a fim de estudar.<\/p>\n<p>Ainda que o n\u00famero de equipamentos de lazer e cultura dentro do raio Bairro-escola Fund\u00e3o do \u00c2ngela tamb\u00e9m seja pequeno, verifica-se que o entorno conta com menos op\u00e7\u00f5es ainda, apresentando uma \u00e1rea consider\u00e1vel sem nenhum equipamento desta natureza (uma \u00e1rea, vale ressaltar, que ainda \u00e9 ocupada por extensas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o ambiental). Assim, apesar das fragilidades, o Fund\u00e3o do \u00c2ngela se apresenta como um territ\u00f3rio privilegiado em rela\u00e7\u00e3o ao seu entorno, diante da realidade da regi\u00e3o na qual est\u00e1 inserido.<\/p>\n<p>A articula\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria \u00e9 importante caracter\u00edstica do territ\u00f3rio. A partir do levantamento realizado neste diagn\u00f3stico, foi poss\u00edvel confirmar algo que j\u00e1 era percebido: o surgimento das inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o do Bairro-escola Fund\u00e3o do \u00c2ngela est\u00e1 relacionado com a mobiliza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e com os movimentos sociais e de lutas por direitos b\u00e1sicos. Isso pode ser apreendido pela quantidade de organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e pelo fato de a maioria das inst\u00e2ncias ter como abrang\u00eancia o bairro \u2013 essas inst\u00e2ncias est\u00e3o, em sua maioria, voltadas \u201cpara dentro\u201d, para as quest\u00f5es e demandas dos seus moradores.<\/p>\n<p>Na luta por direitos b\u00e1sicos, os moradores conseguiram pequenos, mas importantes avan\u00e7os. Mesmo que as lutas e movimentos sociais tenham uma presen\u00e7a hist\u00f3rica no territ\u00f3rio, sua organiza\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os formais de participa\u00e7\u00e3o (como associa\u00e7\u00f5es de bairro) parece ser mais recente \u2013 a inst\u00e2ncia de participa\u00e7\u00e3o mais antiga identificada no diagn\u00f3stico tem seis anos.<\/p>\n<p>Diferentes entre si, cada associa\u00e7\u00e3o possui um grau de articula\u00e7\u00e3o e envolvimento com as quest\u00f5es do bairro, e a tem\u00e1tica da crian\u00e7a e do adolescente aparece com frequ\u00eancia na pauta.<\/p>\n<p><b>Vila Madalena: prote\u00e7\u00e3o social e participa\u00e7\u00e3o de vanguarda<\/b><\/p>\n<p>Composto de popula\u00e7\u00e3o majoritariamente branca e adulta (em intenso processo de envelhecimento), o Bairro-escola Vila Madalena \u00e9 um territ\u00f3rio de renda alta e maior poder aquisitivo (mais de tr\u00eas quartos dos domic\u00edlios t\u00eam computador e autom\u00f3vel).<\/p>\n<p>Ainda que a \u00e1rea correspondente ao Bairro-escola Vila Madalena seja mais populosa que os outros dois territ\u00f3rios, \u00e9 tamb\u00e9m aquela que conta com os melhores resultados na maioria dos indicadores sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>O territ\u00f3rio est\u00e1 localizado em uma regi\u00e3o conhecida pelas atividades art\u00edsticas, culturais e de lazer, como teatros, cinemas, museus, pra\u00e7as e parques. Al\u00e9m destes equipamentos, o Bairro-escola Vila Madalena \u00e9 um territ\u00f3rio que apresenta n\u00famero expressivo de inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o, bem como uma variedade de formas e temas pelos quais os indiv\u00edduos se organizam.<\/p>\n<p>A maior parte da popula\u00e7\u00e3o em idade escolar no territ\u00f3rio frequenta escola ou creche, sendo que mais da metade frequenta institui\u00e7\u00e3o particular. No levantamento prim\u00e1rio realizado, de modo geral, a escolaridade dos pais dos alunos \u00e9 relativamente alta, no entanto, \u00e9 importante ressaltar que menos da metade dos pais possuem o n\u00edvel de ensino que seus filhos dever\u00e3o concluir, ou seja, o m\u00e9dio.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel notar que este \u00e9 um territ\u00f3rio que atua e participa, em grande medida, por quest\u00f5es pr\u00f3prias aos bairros, mas que extrapolam suas especificidades podendo representar tamb\u00e9m temas e debates que dizem respeito \u00e0 cidade como um todo. Al\u00e9m disso, de maneira diferente daquela normalmente encontrada em bairros mais perif\u00e9ricos, nos quais as pessoas se organizam em associa\u00e7\u00f5es de bairro para lutar por direitos b\u00e1sicos, neste territ\u00f3rio as reivindica\u00e7\u00f5es parecem ser outras. Por serem bairros de alto poder aquisitivo e com infraestrutura e direitos b\u00e1sicos garantidos, a participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontece por mais escolas, postos de sa\u00fade ou saneamento, mas por cultura, pela apropria\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos pela popula\u00e7\u00e3o, pelo \u201cdireito \u00e0 cidade\u201d como um todo.\u00a0 Essa \u00e9 uma ideia forte que marca o territ\u00f3rio como espa\u00e7o de vanguarda de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria como descrito no texto de sua apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Centro: heterogeneidade de um espa\u00e7o misto<\/b><\/p>\n<p>Apesar da maioria da popula\u00e7\u00e3o ser branca e adulta, do ponto de vista do perfil demogr\u00e1fico, o Bairro-escola Centro \u00e9 um territ\u00f3rio bastante heterog\u00eaneo no qual convivem realidades bastante distintas. O \u00edndice de envelhecimento, as taxas de natalidade e os dados referentes \u00e0 mortalidade, s\u00e3o reflexos disso, pois apresentam n\u00fameros diversos para cada distrito que comp\u00f5e o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Nos dados prim\u00e1rios a quest\u00e3o da migra\u00e7\u00e3o aparece de maneira evidente e ajuda a caracterizar a peculiaridade deste territ\u00f3rio. Apesar de a maior parte dos alunos pesquisados ter nascido na cidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 expressivo o n\u00famero de alunos que nasceram em outra cidade, outro estado ou outro pa\u00eds (13,2%) \u2013 este \u00e9 o \u00fanico entre os tr\u00eas territ\u00f3rios em que se verifica a presen\u00e7a forte de estrangeiros.<\/p>\n<p>Todos os alunos estrangeiros \u2013 que fazem parte, provavelmente, da segunda gera\u00e7\u00e3o de imigrantes internacionais \u2013 s\u00e3o do ensino fundamental, ou seja, de faixas et\u00e1rias mais novas, o que aponta para uma migra\u00e7\u00e3o recente. A origem migrat\u00f3ria dos estrangeiros, em sua maioria latino-americanos, \u00e9 refor\u00e7ada pelo percentual expressivo de alunos que declaram que a l\u00edngua falada em casa \u00e9 o espanhol.<\/p>\n<p>A maior parte das inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o identificadas no territ\u00f3rio possui mais de dez anos de exist\u00eancia e muitas atuam em prol dos direitos das crian\u00e7as e dos adolescentes \u2013 em especial moradores de ocupa\u00e7\u00f5es ou em situa\u00e7\u00e3o de rua, p\u00fablico caracter\u00edstico da regi\u00e3o central da cidade.<\/p>\n<p>Como um territ\u00f3rio que tem a heterogeneidade como caracter\u00edstica principal, ora se volta para seus desafios internos (ainda muito presentes), ora passa a ser o centro \u2013 literalmente \u2013 de lutas que se expandem para a cidade como um todo tais como direitos das crian\u00e7as e adolescentes, direito \u00e0 moradia, direito \u00e0 cidade, etc.).<\/p>\n<p><b>Eixo 1. Conhecer as inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o que t\u00eam pautas relacionadas \u00e0 inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e juventude e aquelas que possuem crian\u00e7as, adolescentes e jovens na sua composi\u00e7\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b>O eixo 1 apresentou desafios conceituais e metodol\u00f3gicos que, ao longo da pesquisa, serviram como base para a\u00a0 reflex\u00e3o sobre a tem\u00e1tica da participa\u00e7\u00e3o entre crian\u00e7as, adolescentes e jovens.<\/p>\n<p>Nos desafios conceituais, a reflex\u00e3o girou entorno das seguintes quest\u00f5es: afinal, o que \u00e9 pensar a participa\u00e7\u00e3o de jovens, adolescentes e crian\u00e7as? H\u00e1 um senso comum de que o jovem n\u00e3o gosta de participar dos assuntos da sua comunidade, mas, quais t\u00eam sido os espa\u00e7os e as oportunidades oferecidos para esta participa\u00e7\u00e3o? Quais destes fazem sentido dentro da realidade das crian\u00e7as e adolescentes?<\/p>\n<p>Um primeiro desafio metodol\u00f3gico foi definir o que s\u00e3o inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o, seguido do dif\u00edcil acesso e listagem deste tipo de inst\u00e2ncia. Um terceiro desafio foi qualificar essa participa\u00e7\u00e3o. O que define se uma inst\u00e2ncia \u00e9 efetiva? Como comparar diferentes inst\u00e2ncias no que diz respeito \u00e0 qualidade da participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes?<\/p>\n<p>Apesar dos limites da pesquisa nesse eixo \u2013 muito em fun\u00e7\u00e3o da dificuldade em encontrar esses espa\u00e7os n\u00e3o formais \u2013 os resultados encontrados s\u00e3o reveladores. Um deles foi encontrar diferentes \u201ctipologias de participa\u00e7\u00e3o\u201d nos tr\u00eas territ\u00f3rios analisados.<\/p>\n<p>No Jardim \u00c2ngela, o surgimento das inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionado com a mobiliza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria com todo o processo de lutas pela garantia dos direitos b\u00e1sicos como, moradia, sa\u00fade e infraestrutura. No Centro, as inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o est\u00e3o em sua maioria organizadas por temas setoriais, como por exemplo, a quest\u00e3o da moradia, drogas, a situa\u00e7\u00e3o dos moradores de rua, dentre outros. J\u00e1 em Pinheiros, encontramos uma maior incid\u00eancia de espa\u00e7os pioneiros que se projetam como inst\u00e2ncias da cidade.<\/p>\n<p>Algumas inst\u00e2ncias identificadas n\u00e3o estavam em atividade durante o per\u00edodo da pesquisa, o que pode indicar uma dificuldade na manuten\u00e7\u00e3o de alguns destes espa\u00e7os, tanto em rela\u00e7\u00e3o aos recursos necess\u00e1rios para tanto, quanto de interesse e disposi\u00e7\u00e3o dos atores sociais presentes no territ\u00f3rio. O Centro foi o territ\u00f3rio que apresentou inst\u00e2ncias mais antigas e, aparentemente, mais consolidadas.<\/p>\n<p>Em cada territ\u00f3rio foi identificado um f\u00f3rum ou rede que atua especificamente com a tem\u00e1tica da crian\u00e7a e do adolescente: a Rede Juventude, Crian\u00e7a e Adolescente (JUCA), no Fund\u00e3o do \u00c2ngela, o F\u00f3rum da Crian\u00e7a e do Adolescente (FOCA) no Vila Madalena, e o F\u00f3rum Regional de Defesa do Direito da Crian\u00e7a e do Adolescente da S\u00e9, no Centro.<\/p>\n<p>O FOCA e a Rede JUCA s\u00e3o exemplos de espa\u00e7os articulados pela rede intersetorial do territ\u00f3rio (sa\u00fade, assist\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil) e que contam a participa\u00e7\u00e3o efetiva de crian\u00e7as e jovens.<\/p>\n<p>De modo geral, nos tr\u00eas territ\u00f3rios, ainda que muitos equipamentos tenham como objetivo estimular a autonomia e o protagonismo das crian\u00e7as e adolescentes, na maioria dos casos este p\u00fablico ainda parece ser visto apenas como usu\u00e1rio do servi\u00e7o (e foco das a\u00e7\u00f5es), mas n\u00e3o como participantes e protagonistas dos projetos.<\/p>\n<p>Como exemplo, temos os CCAs e CJs, que no diagn\u00f3stico foram considerados inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o voltadas a crian\u00e7as adolescentes e jovens, mas, como visto na pesquisa, s\u00e3o poucos os que estabelecem um espa\u00e7o de participa\u00e7\u00e3o para al\u00e9m do atendimento. Assim, ainda que haja um n\u00famero relativamente alto de inst\u00e2ncias no territ\u00f3rio, nem sempre a participa\u00e7\u00e3o acontece de fato.<\/p>\n<p>Neste sentido, a escola apareceu como um espa\u00e7o com possibilidade real de participa\u00e7\u00e3o, sendo aproveitado em maior ou menor grau. Nela pode existir o Conselho Escolar, o Gr\u00eamio e a Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Mestres (ATM, Conselho, Gr\u00eamio), inst\u00e2ncias nas quais toda a comunidade escolar tem lugar para participar.<\/p>\n<p>Dentro desse universo, vale \u00e0 pena destacar o Gr\u00eamio, por ser o espa\u00e7o destinado especificamente aos alunos e no qual s\u00e3o discutidos e decididos temas de interesse direto deste p\u00fablico, sendo um potencial motivador da participa\u00e7\u00e3o do jovem. O gr\u00eamio pode ser um come\u00e7o de uma experi\u00eancia de participa\u00e7\u00e3o (em uma escala micro), que, mais tarde, pode se tornar uma participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, de envolvimento com a comunidade, a cidade ou Pa\u00eds.<\/p>\n<p><b>Eixo 2. Conhecer as condi\u00e7\u00f5es das escolas para o desenvolvimento integral<\/b><\/p>\n<p>Visando conhecer as condi\u00e7\u00f5es das escolas para o desenvolvimento integral, o eixo 2 recolheu dados do Censo Escolar e dados prim\u00e1rios, tra\u00e7ando um perfil das escolas, docentes e alunos de cada territ\u00f3rio, bem como procurando entender as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre alunos e escola e desta com a rede intersetorial. A busca, como diz o pr\u00f3prio t\u00edtulo do eixo, estava em identificar e reconhecer nas escolas o seu potencial para o desenvolvimento integral.<\/p>\n<p>Embora a pesquisa n\u00e3o tenha dado conta destes aspectos em sua totalidade, a reflex\u00e3o sobre eles e a busca por dados que os expliquem j\u00e1 pode ser considerado um avan\u00e7o, uma vez que pesquisas como as do Censo Escolar n\u00e3o abrangem dados que qualifiquem essas rela\u00e7\u00f5es, articula\u00e7\u00f5es e o potencial democr\u00e1tico das escolas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do n\u00famero de escolas variar de um territ\u00f3rio para outro, o diagn\u00f3stico mostrou que as escolas t\u00eam dimens\u00f5es muito diversas. No mesmo territ\u00f3rio \u00e9 poss\u00edvel encontrar uma escola com cinco funcion\u00e1rios, e outra com 229, por exemplo.<\/p>\n<p>Em muitas escolas faltam depend\u00eancias importantes, como laborat\u00f3rio de ci\u00eancias e biblioteca. Al\u00e9m disso, nenhum territ\u00f3rio est\u00e1 preparado, em sua totalidade, para receber pessoas com defici\u00eancia, uma vez que a maior parte das escolas (em todos os n\u00edveis de ensino) n\u00e3o tem sanit\u00e1rio adequado a alunos com defici\u00eancia ou mobilidade reduzida.<\/p>\n<p>Apesar de muitos dos alunos das escolas refer\u00eancia terem dito que utilizam a internet quando n\u00e3o est\u00e3o na escola e a maioria estar nas redes sociais, uma parcela muito pequena disse se informar sobre quest\u00f5es da escola por meio da internet, o que indica que, apesar de as crian\u00e7as e jovens estarem conectados, as escolas ainda n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o presente nestes meios de comunica\u00e7\u00e3o, aproveitando esta oportunidade de ampliar sua conex\u00e3o com os alunos.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel afirmar que a escola \u00e9 um equipamento central nos territ\u00f3rios, mas o refor\u00e7o do seu papel como articuladora dos diversos atores depende das rela\u00e7\u00f5es que cada uma estabelece. Exemplos disso \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com empresas, com programas governamentais, a utiliza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os e equipamentos do bairro, a rela\u00e7\u00e3o com a rede intersetorial e a abertura para a comunidade.<\/p>\n<p>Foi percebido que isso n\u00e3o segue uma regra, variando de escola para escola. A escola refer\u00eancia da Vila Madalena, neste sentido, se mostrou mais articulada que as escolas dos outros territ\u00f3rios. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel inferir se isso \u00e9 resultado de uma maior disponibilidade de uma equipe ou de um ambiente em espec\u00edfico, mas \u00e9 uma quest\u00e3o que pode estar presente, uma vez que as rela\u00e7\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas pelos professores, funcion\u00e1rios e, especialmente, pela gest\u00e3o escolar. Pode-se levar em considera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m o tamanho e a infraestrutura oferecida pela escola e se questionar: todas as escolas t\u00eam os meios necess\u00e1rios (infraestrutura, equipe, recursos, etc.) para articular territ\u00f3rios?<\/p>\n<p><b>Eixo 3. Conhecer as condi\u00e7\u00f5es da rede intersetorial para a educa\u00e7\u00e3o integral.<\/b><\/p>\n<p>Um dos objetivos do diagn\u00f3stico era conhecer a cobertura da rede de educa\u00e7\u00e3o integral para crian\u00e7as e jovens nos territ\u00f3rios, identificando equipamentos de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia social, cultura, lazer e \u00e1reas verdes.<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o essencial que apareceu neste eixo desde o in\u00edcio do diagn\u00f3stico tem rela\u00e7\u00e3o com a l\u00f3gica de distribui\u00e7\u00e3o (quantidade e localiza\u00e7\u00e3o) dos equipamentos na cidade. A pesquisa mostrou que esta l\u00f3gica \u00e9 condizente com a pol\u00edtica de cada setor (assist\u00eancia social, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, etc.), sendo definida por indicadores de vulnerabilidade social, quest\u00f5es populacionais, entre outros, mas que essas l\u00f3gicas apresentam poucos pontos de converg\u00eancia. Al\u00e9m disso, existem equipamentos que n\u00e3o seguem l\u00f3gica alguma de distribui\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o da cidade tais como os de cultura e lazer.<\/p>\n<p>Desta forma, ainda que a defini\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio em um raio de 2km tenha feito sentido para o diagn\u00f3stico, existem alguns cuidados que precisam ser tomados quando da an\u00e1lise dos dados, uma vez que os equipamentos n\u00e3o est\u00e3o situados na cidade pela l\u00f3gica do micro territ\u00f3rio estabelecido pela pesquisa. Neste sentido, torna-se um desafio definir o que pode ser considerado um m\u00ednimo da rede para um territ\u00f3rio como esse.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante tamb\u00e9m notar que, para al\u00e9m dos equipamentos \u201coficiais\u201d da rede, foram identificados outros espa\u00e7os, como os Centros da Crian\u00e7a e do Adolescente (CCA) e Centros da Juventude (CJ) que, na maioria das vezes, proporcionam cultura e lazer, ainda que para um n\u00famero reduzido de crian\u00e7as, adolescentes e jovens. S\u00e3o tamb\u00e9m importantes articuladores da rede intersetorial, na medida em que conversam com as fam\u00edlias, escolas e realizam encaminhamentos para os equipamentos de Assist\u00eancia Social e Sa\u00fade, etc. Al\u00e9m disso, cada territ\u00f3rio se apropria da cidade de uma maneira (o que \u00e9 considerado pra\u00e7a para um, pode ser apenas um terreno abandonado para outro, por exemplo). Assim, vale refletir sobre como pensar estes diferentes espa\u00e7os tamb\u00e9m atuando em rede para a educa\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n<p>Um resultado interessante deste eixo foi perceber que, mesmo em regi\u00f5es que apresentam baixa densidade escolar, a escola \u00e9 o equipamento p\u00fablico com maior capilaridade em todos os territ\u00f3rios, o que pode ser explicado pela natureza do servi\u00e7o p\u00fablico prestado por este equipamento, uma vez que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito b\u00e1sico, e tamb\u00e9m obrigat\u00f3rio a todas as crian\u00e7as e adolescentes em idade escolar. Isso aponta para a centralidade da escola no territ\u00f3rio e seu potencial como articuladora da rede.<\/p>\n<p>De modo geral, \u00e9 importante destacar que realizar o levantamento dos equipamentos e servi\u00e7os do territ\u00f3rio, apesar de essencial, \u00e9 apenas o ponto de partida do diagn\u00f3stico da rede intersetorial para a educa\u00e7\u00e3o integral no territ\u00f3rio. O fato de um territ\u00f3rio ter equipamentos de sa\u00fade, assist\u00eancia social, educa\u00e7\u00e3o, cultura, etc., n\u00e3o significa, necessariamente que ele tenha uma rede.<\/p>\n<p>Descrever e pensar uma rede como esta, inclui ainda questionar: o que \u00e9 considerado um m\u00ednimo de equipamentos e servi\u00e7os para um territ\u00f3rio como esse? O que \u00e9 importante para esse territ\u00f3rio e para as pessoas que o utilizam? Qual \u00e9 o entendimento do papel de cada um e como se enxergam dentro desta rede?<\/p>\n<p><b>Eixo 4. Conhecer como vivem e pensam as crian\u00e7as, adolescentes e jovens do territ\u00f3rio<\/b><\/p>\n<p>Ainda que existam semelhan\u00e7as, este eixo mostrou, de maneira mais clara e evidente, a identidade marcante de cada territ\u00f3rio \u2013 especialmente no que diz respeito \u00e0s caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas da popula\u00e7\u00e3o. Uma das semelhan\u00e7as \u00e9 o tamanho da popula\u00e7\u00e3o, parecido no Centro e Vila Madalena e menor no Fund\u00e3o do \u00c2ngela.<\/p>\n<p>Os perfis demogr\u00e1ficos s\u00e3o distintos, sendo o Fund\u00e3o do \u00c2ngela um territ\u00f3rio mais jovem e o Vila Madalena mais velho, enquanto o Centro se apresenta de maneira mais heterog\u00eanea. A semelhan\u00e7a aqui est\u00e1 na popula\u00e7\u00e3o de dezenove a 29 anos, que, nos tr\u00eas, gira entorno de 20% da popula\u00e7\u00e3o total: o peso da popula\u00e7\u00e3o jovem ainda \u00e9 marcante nos tr\u00eas territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Enquanto no Bairro-escola Vila Madalena h\u00e1 um crescimento apenas residual, com alguns distritos apresentando taxas de crescimento negativas, o Fund\u00e3o do \u00c2ngela e o Centro continuam crescendo. No Fund\u00e3o isto ocorre mais pelos efeitos da taxa de fecundidade e natalidade, e no Centro, esse crescimento, em alguns casos, talvez possa ser atribu\u00eddo \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o e natalidade.<\/p>\n<p>A maior parte dos alunos da escola refer\u00eancia do Centro e do Jardim \u00c2ngela mora dentro do territ\u00f3rio (2km a partir da escola), enquanto no Vila Madalena mais da metade mora fora desse raio. Isto indica que as escolas deste territ\u00f3rio s\u00e3o procuradas por jovens de outras regi\u00f5es da cidade.<\/p>\n<p>A maioria dos alunos que participaram da pesquisa nas escolas refer\u00eancia nasceu em S\u00e3o Paulo. Mas a pesquisa identificou tr\u00eas aspectos interessantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 origem dos alunos: (i) no Centro h\u00e1 significativa presen\u00e7a de alunos estrangeiros (de segunda gera\u00e7\u00e3o); (ii) no Fund\u00e3o do \u00c2ngela chama a aten\u00e7\u00e3o a presen\u00e7a de alunos que nasceram em outros estados e (iii) o Vila Madalena se apresenta como um territ\u00f3rio essencialmente paulistano. Em rela\u00e7\u00e3o aos pais e m\u00e3es: (i) no Centro h\u00e1 n\u00famero expressivo de imigrantes de segunda e nascidos em outros estados; (ii) no Vila Madalena mais da metade nasceu em outros estados (e os filhos nasceram aqui); (iii) e no Fund\u00e3o do \u00c2ngela a grande maioria veio de outros estados.<\/p>\n<p>O perfil das fam\u00edlias pesquisadas indica que os estudantes da escola s\u00e3o, em muitos casos, a primeira gera\u00e7\u00e3o que ir\u00e1 concluir o ensino m\u00e9dio e que h\u00e1 uma porcentagem consider\u00e1vel de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social \u2013 no Fund\u00e3o do \u00c2ngela, cerca de um quarto das fam\u00edlias recebe algum tipo de benef\u00edcio social.<\/p>\n<p>Os dados analisados neste eixo d\u00e3o pistas importantes para compreender as condi\u00e7\u00f5es de vida das crian\u00e7as, adolescentes e jovens, bem como conhecer alguns h\u00e1bitos desta popula\u00e7\u00e3o, o que possibilita criar um Plano Educativo Local coerente com cada territ\u00f3rio e planos de a\u00e7\u00e3o mais eficazes. A continuidade do diagn\u00f3stico deve envolver os pr\u00f3prios jovens, adolescentes e crian\u00e7as em processos de reflex\u00e3o compartilhada, de modo a possibilitar conhecer como esta popula\u00e7\u00e3o compreende sua vida, sua comunidade e projeta seu futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/conclusoes\/\">A an\u00e1lise dos resultados constru\u00eddos a partir do Diagn\u00f3stico do Bairro-escola mostrou aspectos relevantes sobre os tr\u00eas territ\u00f3rios em quest\u00e3o, sobre os eixos de an\u00e1lise e, sobretudo, sobre as quest\u00f5es que envolvem pensar em microterrit\u00f3rios educativos numa cidade da escala &hellip;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":6,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-29","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/29","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/29\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":603,"href":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/29\/revisions\/603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}