{"id":21,"date":"2014-02-20T15:11:44","date_gmt":"2014-02-20T15:11:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/diagnosticos\/?page_id=21"},"modified":"2014-05-30T15:24:53","modified_gmt":"2014-05-30T15:24:53","slug":"as-etapas-de-trabalho-e-o-metodo-de-pesquisa-do-diagnostico-do-bairro-escola","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/as-etapas-de-trabalho-e-o-metodo-de-pesquisa-do-diagnostico-do-bairro-escola\/","title":{"rendered":"As etapas de trabalho e o m\u00e9todo de pesquisa do Diagn\u00f3stico do Bairro-escola"},"content":{"rendered":"<p>Com o quadro orientador em m\u00e3os, foi feita a elabora\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o das etapas de trabalho necess\u00e1rias para a execu\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico. Ainda que os instrumentos e m\u00e9todos estivessem todos desenhados, foi somente no transcurso de cada etapa de trabalho que os principais instrumentos e t\u00e9cnicas foram selecionados de modo definitivo.<\/p>\n<p>Cabe ressaltar que interferiram nesse processo uma s\u00e9rie de percal\u00e7os e intemp\u00e9ries pr\u00f3prias das pesquisas (sobretudo em rela\u00e7\u00e3o ao tempo da pesquisa) que tiveram impacto na elabora\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o das etapas de trabalho. Um exemplo disso, foi a \u00e9poca de realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa prim\u00e1ria (no final no ano letivo) que prejudicou a aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios com alunos das escolas j\u00e1 que muitos j\u00e1 se encontravam de f\u00e9rias. Apresentamos o que foi feito em cada etapa indicando, quando poss\u00edvel, essas mudan\u00e7as de percursos. N\u00e3o se trata, no entanto, de um balan\u00e7o entre o que fora previsto no momento do planejamento e aquilo que foi alcan\u00e7ado de fato, mas sim de apresentar e indicar os fluxos que caracterizaram a organiza\u00e7\u00e3o deste diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Descrevemos as seis etapas que n\u00e3o possuem uma organiza\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica no tempo, ou seja, algumas delas ocorrem de forma simult\u00e2nea como ser\u00e1 demonstrado.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Etapa 1. Defini\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O objetivo desta primeira etapa de trabalho foi o de definir o per\u00edmetro territorial exato para cada uma das tr\u00eas zonas de pesquisa que coincidem com as \u00e1reas em que s\u00e3o desenvolvidos os projetos do Aprendiz. Essas tr\u00eas \u00e1reas passaram a ser denominados como Bairro-escola Fund\u00e3o do \u00c2ngela, Centro e Vila Madalena. Essa defini\u00e7\u00e3o implica, de um lado num sentido conceitual do significado de territ\u00f3rio para a estrat\u00e9gia do Bairro-escola (como descrito de forma detalhada anteriormente) e, de outro, um aplica\u00e7\u00e3o operacional desse conceito em uma base cartogr\u00e1fica para delimita\u00e7\u00e3o da pesquisa e georreferenciamento dos resultados. Para esse segundo aspecto, torna-se essencial o di\u00e1logo com as divis\u00f5es e desagrega\u00e7\u00e3o espacial das informa\u00e7\u00f5es das bases de dados dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>O maior desafio desta etapa do trabalho consistiu no fato de que esse desenvolvimento conceitual do territ\u00f3rio para o Bairro-escola n\u00e3o tem necessariamente um rebatimento simples de ser convertido em um mapa com um per\u00edmetro exato demarcado, como procuramos demonstrar na discuss\u00e3o conceitual desenvolvida.<\/p>\n<p>Acrescenta-se a isso, o fato de que nos tr\u00eas casos que seriam foco do estudo tratava-se de conhecer territ\u00f3rios em que j\u00e1 havia a atua\u00e7\u00e3o do Aprendiz (em alguns casos h\u00e1 mais de cinco anos) o que faz com que o desenho n\u00e3o pudesse ser feito do zero, mas sim de uma experi\u00eancia pr\u00e9via em que j\u00e1 se conhecia os territ\u00f3rios (ainda que de forma muito diferente).<\/p>\n<p>Sendo assim, com base nesses princ\u00edpios e considera\u00e7\u00f5es, foi elaborado um m\u00e9todo de aproxima\u00e7\u00e3o e delimita\u00e7\u00e3o operacional do territ\u00f3rio que pudesse, de um lado absorver e incorporar essas quest\u00f5es e, de outro, responder ao pragmatismo operacional necess\u00e1rio a um desenvolvimento de pesquisa.<\/p>\n<p>A metodologia desenhada seguiu os seguintes passos:<\/p>\n<p><strong>(i) Defini\u00e7\u00e3o de um distrito de atua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, elencou-se um distrito do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo para servir como ponto de partida da delimita\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. A sele\u00e7\u00e3o de um distrito principal se deu em fun\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo com as bases de dados dispon\u00edveis que pudesse servir como base e refer\u00eancia para os passos seguintes. No caso espec\u00edfico desta experi\u00eancia foram escolhidos os distritos onde j\u00e1 haviam sido ou estavam sendo desenvolvidos os projetos do Aprendiz. Assim, no caso do Fund\u00e3o do \u00c2ngela o distrito seria o pr\u00f3prio Jardim \u00c2ngela, no Bairro-escola Vila Madalena seria o distrito de Pinheiros e, no Centro, o distrito de Santa Cec\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>(ii) Levantamento de todas as escolas presentes no distrito selecionado<\/strong><\/p>\n<p>Tendo sido selecionado o distrito-sede do territ\u00f3rio, o pr\u00f3ximo passo seria arrolar uma lista com todas as escolas existentes no mesmo observando a sua cobertura dos n\u00edveis de ensino (Infantil, B\u00e1sico, Fundamental e M\u00e9dio). A lista seria composta por escolas p\u00fablicas e privadas. Essa lista foi obtida junto a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo e Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>(iii). Defini\u00e7\u00e3o de uma escola central<\/strong><\/p>\n<p>A partir desta lista seriam escolhidas uma escola central ou mais de uma em cada territ\u00f3rio caso fosse necess\u00e1rio cobrir os dois principais n\u00edveis de Ensino \u2013 Fundamental e M\u00e9dio \u2013 com base em alguns crit\u00e9rios pr\u00e9-definidos.\u00a0 Os crit\u00e9rios \u2013 que ainda merecem um trabalho de defini\u00e7\u00e3o clara que possa ser replicado em outras experi\u00eancias \u2013 giraram em torno da prioriza\u00e7\u00e3o de escolas com potencial democr\u00e1tico e articuladoras e alinhadas com o princ\u00edpio da educa\u00e7\u00e3o integral. S\u00e3o exemplos disso as escolas que participam e mobilizam uma rede de prote\u00e7\u00e3o, que fortalecem o potencial educativo do territ\u00f3rio, envolvem a comunidade na constru\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo, etc.). Consideramos tamb\u00e9m escolas que tinham interesse nessa quest\u00e3o, ainda que n\u00e3o tivesse tido feito esse percurso.<\/p>\n<p>Mesmo que fossem selecionadas duas escolas por conta da cobertura dos n\u00edveis de ensino, a metodologia considerou que apenas uma escola seria definidora do raio. No caso do Diagn\u00f3stico realizado, a defini\u00e7\u00e3o das escolas n\u00e3o se deu com base necessariamente nesses crit\u00e9rios \u2013 ainda que eles tenham sido cobertos \u2013 mas sim com base na aproxima\u00e7\u00e3o j\u00e1 existente entre a escola e o Aprendiz, o que permitiria uma entrada mais facilitada nestas institui\u00e7\u00f5es. Em cada um dos territ\u00f3rios j\u00e1 havia uma rela\u00e7\u00e3o estreita entre o Aprendiz e alguma escola como detalhado no cap\u00edtulo 3 deste relat\u00f3rio (apresenta\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios).<\/p>\n<p>Nessa escola definida tamb\u00e9m seria feita posteriormente a aplica\u00e7\u00e3o dos question\u00e1rios sobre perfil dos alunos e pais e perfil das escolas, sendo estes representativos do universo dos alunos do territ\u00f3rio (cf. Anexo com regras da amostra).<\/p>\n<p><strong>(iv). Defini\u00e7\u00e3o de um raio de 2 km ao redor da escola central escolhida<\/strong><\/p>\n<p>A partir do endere\u00e7o da escola central escolhida em cada um dos tr\u00eas casos foi delimitado um raio de 2km: o c\u00edrculo tra\u00e7ado a partir desse raio delimitou o territ\u00f3rio-base que denominamos como Bairro-escola e que serviu como base para o desenvolvimento da pesquisa.<\/p>\n<p>A delimita\u00e7\u00e3o territorial a partir do raio de 2km a partir da escola n\u00e3o \u00e9 arbitr\u00e1ria. Ao contr\u00e1rio, como desenvolvemos anteriormente, possui congru\u00eancia com significados importantes para o conceito de desenvolvimento integral de crian\u00e7as, adolescentes e jovens e est\u00e1 de acordo com a pr\u00f3pria regulamenta\u00e7\u00e3o da setoriza\u00e7\u00e3o de matr\u00edculas da rede p\u00fablica de ensino do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo: tanto para o Estado quanto para o Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, o crit\u00e9rio para a matr\u00edcula escolar (definida pela proximidade ao local de moradia) \u00e9 um raio de 2Km medido pelo CEP do local de moradia declarado pela fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Do ponto de vista metodol\u00f3gico, esse crit\u00e9rio permite uma regra universal, capaz de ser replicada em diversos contextos e que garante, ao mesmo tempo, a rela\u00e7\u00e3o com os conceitos do Bairro-escola apresentados.<\/p>\n<p>Esse m\u00e9todo buscou tamb\u00e9m apoio e inspira\u00e7\u00e3o em outras iniciativas de diagn\u00f3stico de territ\u00f3rios do ponto de vista da educa\u00e7\u00e3o integral que enfrentavam o mesmo desafio cuja principal delas foi o \u201cCultura Educa\u201d. Este projeto \u00e9 resultado do &#8220;Mapeamento das Iniciativas de Cultura e Educa\u00e7\u00e3o&#8221;,\u00a0 e constitui \u201cparceria entre o Instituto Lidas, a Secretaria de Pol\u00edticas Culturais do Minist\u00e9rio da Cultura (MinC) e a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Membros dessas institui\u00e7\u00f5es formam um Comit\u00ea Gestor que est\u00e1 debatendo as rela\u00e7\u00f5es entre cultura e educa\u00e7\u00e3o e as possibilidades de levantamento de dados sobre essas rela\u00e7\u00f5es\u201d(CulturaEduca:2013).<\/p>\n<p>De acordo com a metodologia do projeto, \u201cpara uso do portal CulturaEduca, um territ\u00f3rio educativo \u00e9 o espa\u00e7o f\u00edsico e simb\u00f3lico do entorno de uma escola p\u00fablica. A \u00e1rea deste entorno \u00e9 vari\u00e1vel \u2013 de 1 a 5 km, dependendo da regi\u00e3o \u2013 mas sempre considera uma extens\u00e3o apreens\u00edvel pelos cidad\u00e3os em sua viv\u00eancia cotidiana. Dentro de cada \u00e1rea, busca-se identificar equipamentos e iniciativas socioculturais que contribuam para a educa\u00e7\u00e3o permanente de crian\u00e7as, jovens, adultos e idosos. Pode ser uma biblioteca, um sarau, uma galeria de arte, um galp\u00e3o onde acontecem oficinas, uma roda de samba, um museu, um campo que vira feira ou uma pra\u00e7a ou uma rua, qualquer espa\u00e7o\/tempo relevante para a comunidade\u201d (CulturaEduca: 2013).<\/p>\n<p>Os mapas a seguir mostram a delimita\u00e7\u00e3o do raio nos tr\u00eas territ\u00f3rios pesquisados.<\/p>\n<div class=\"grafico\" title=\"Mapa 1\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/001.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"grafico\" title=\"Mapa 2\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/002.jpg\" \/><\/div>\n<p><strong>(v).\u00a0 Sele\u00e7\u00e3o dos setores censit\u00e1rios e distritos presentes na \u00e1rea delimitada<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez delimitado o per\u00edmetro circular em torno da escola central, foi preciso fazer uma adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s malhas e divis\u00f5es administrativas existentes e compat\u00edveis com as bases de dados que ir\u00edamos explorar. O territ\u00f3rio delimitado precisaria estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o com essas malhas para tornar poss\u00edvel a sua caracteriza\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a compara\u00e7\u00e3o entre si. Assim, foram feitas adequa\u00e7\u00f5es para as \u00e1reas de pondera\u00e7\u00e3o e para os distritos administrativos existentes.<\/p>\n<p>A escolha pela compatibiliza\u00e7\u00e3o por \u00e1reas de pondera\u00e7\u00e3o como menor escala de obten\u00e7\u00e3o dos dados territorializados em detrimento do setor censit\u00e1rio (\u00e9 a menor escala de desagrega\u00e7\u00e3o poss\u00edvel) <a title=\"\u201cA \u00e1rea de pondera\u00e7\u00e3o constitui-se por um conjunto de setores censit\u00e1rios, sendo que cada setor pertencer\u00e1 sempre a uma \u00fanica \u00e1rea de pondera\u00e7\u00e3o. O setor censit\u00e1rio \u00e9 a menor unidade territorial, formada por \u00e1rea cont\u00ednua, integralmente contida em \u00e1rea urbana ou rural, com dimens\u00e3o adequada \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da coleta de dados por um pesquisador que vai a campo por ocasi\u00e3o do censo. O setor constitui um conjunto de quadras, no caso de \u00e1rea urbana, ou uma \u00e1rea do munic\u00edpio, no caso de uma \u00e1rea n\u00e3o urbanizada\u201d (Prefeitura de Belo Horizonte. Gest\u00e3o Compartilhada, 2014).\" href=\"#nota\">[10]<\/a>\u00a0se deu pelo fato de que a \u00e1rea de pondera\u00e7\u00e3o \u00e9 a menor \u00e1rea geogr\u00e1fica para a qual podemos calcular estimativas baseadas nas informa\u00e7\u00f5es do question\u00e1rio da amostra do Censo Demogr\u00e1fico (IBGE) enquanto que os setores censit\u00e1rios agregam apenas os dados do universo da pesquisa (que n\u00e3o trariam o detalhamento que gostar\u00edamos).<\/p>\n<div>\n<p>Na coleta das informa\u00e7\u00f5es do Censo 2010, assim como nos Censos anteriores, foram usados dois modelos de question\u00e1rio: um question\u00e1rio b\u00e1sico aplicado nas unidades n\u00e3o selecionadas para a amostra e contendo perguntas referentes \u00e0s caracter\u00edsticas que foram investigadas para 100% da popula\u00e7\u00e3o (denominado dados do universo); um segundo question\u00e1rio aplicado somente nos domic\u00edlios selecionados para a amostra contendo, al\u00e9m das perguntas que tamb\u00e9m constam do question\u00e1rio b\u00e1sico, outras perguntas mais detalhadas sobre caracter\u00edsticas do domic\u00edlio e de seus moradores, referentes aos temas religi\u00e3o, cor ou ra\u00e7a, defici\u00eancia, migra\u00e7\u00e3o, escolaridade, fecundidade, nupcialidade, trabalho e rendimento. De acordo com a \u201cDocumenta\u00e7\u00e3o do Censo 2000) (IBGE:2002):\u00a0 \u201cO desenho amostral adotado compreende a sele\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e com eq\u00fciprobabilidade, dentro de cada setor censit\u00e1rio, de uma amostra dos domic\u00edlios particulares e das fam\u00edlias ou componentes de grupos conviventes recenseados em domic\u00edlios coletivos, com fra\u00e7\u00e3o amostral constante para setores de um mesmo munic\u00edpio\u201d (Xavier: 2010).<\/p>\n<\/div>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos dados do Censo 2010 (IBGE) neste trabalho serviu como ponto de partida para conhecer algumas das caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios sobretudo em rela\u00e7\u00e3o ao Eixo 4 do Diagn\u00f3stico, como anteriormente relatado. Essa escolha foi feita com base duas potencialidades principais dessa fonte de informa\u00e7\u00e3o para o caso de estudo. A primeira delas \u00e9 a cobertura e desagrega\u00e7\u00e3o espacial: o Censo \u00e9 a \u00fanica fonte de dados dispon\u00edvel que traz informa\u00e7\u00f5es sobre todos os munic\u00edpios do pa\u00eds e seu interior possibilitando a desagrega\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es na escala microterritorial desejada. Em segundo lugar, por ser uma pesquisa ampla, possibilita tamb\u00e9m o cruzamento com caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas atuais do indiv\u00edduo e dos domic\u00edlios, recurso utilizado nessa pesquisa.<\/p>\n<p>No entanto, alguns dados como aqueles provenientes de dados\u00a0 cadastrais como as estat\u00edsticas vitais (como mortalidade, por exemplo), s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis de serem captados do ponto de vista da menor desagrega\u00e7\u00e3o espacial poss\u00edvel, no n\u00edvel do distrito. Os distritos s\u00e3o as unidades administrativas dos munic\u00edpios. Sua cria\u00e7\u00e3o \u00e9 norteada pelas Leis Org\u00e2nicas dos Munic\u00edpios. Nesses casos, utilizamos a base de dados da Funda\u00e7\u00e3o Seade.<\/p>\n<p>Assim, para leitura e an\u00e1lise dos dados \u2013 sobretudo em rela\u00e7\u00e3o ao Eixo 4 deste diagn\u00f3stico \u2013mesclamos a apresenta\u00e7\u00e3o dos dados por distritos e \u00e1reas de pondera\u00e7\u00e3o, alternando os dois olhares quando necess\u00e1rio. Essa altern\u00e2ncia se deve \u00e0 necessidade de capta\u00e7\u00e3o dos dados, mas tamb\u00e9m foi uma forma de apresentar dois tipos de aproxima\u00e7\u00e3o com o microterrit\u00f3rio \u2013 que n\u00e3o possui uma demarca\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com nenhuma outra base territorial existente. O olhar por distritos tamb\u00e9m propicia uma compara\u00e7\u00e3o mais vis\u00edvel e direta com outras partes do territ\u00f3rio da cidade, o que pode ser interessante para tornar as an\u00e1lises mais completas.<\/p>\n<p>Ainda que possa parecer confusa num primeiro momento \u2013 j\u00e1 que, a composi\u00e7\u00e3o por distritos e por \u00e1reas de pondera\u00e7\u00e3o comp\u00f5e territ\u00f3rios distintos \u2013 essa escolha de usar dois tipos de desagrega\u00e7\u00e3o territorial nos pareceu a mais adequada aos desafios de delimita\u00e7\u00e3o territorial. Entendemos tamb\u00e9m a escolha que pode ser aprimorada enquanto metodologia para outros contextos e situa\u00e7\u00f5es em que for aplicada. Nos dois casos, ressaltamos, trata-se de uma aproxima\u00e7\u00e3o territorial com a \u00e1rea do raio definida.<\/p>\n<div class=\"grafico\" title=\"Mapa 10\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/010.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"grafico\" title=\"Mapa 13\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/013.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"grafico\" title=\"Mapa 16\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/016.jpg\" \/><\/div>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o dos distritos e \u00e1reas de pondera\u00e7\u00e3o a serem representativos do territ\u00f3rio (circunfer\u00eancia formada a partir\u00a0 do raio de 2km a partir da escola) ocorreu de acordo com o seguintes crit\u00e9rios:<\/p>\n<p>&#8211; Manter a proximidade f\u00edsica com o territ\u00f3rio delimitado;<\/p>\n<p>&#8211; Eliminar trechos muito pequenos e que aparentemente n\u00e3o s\u00e3o povoados (ex. Campo de Marte em Santana);<\/p>\n<p>&#8211; Eliminar trechos que n\u00e3o apresentam rela\u00e7\u00e3o com o conjunto do territ\u00f3rio (muito heterog\u00eaneos) ou que j\u00e1 se mostravam representados pelos outros distritos\u00a0 (ex. Jd. Paulista);<\/p>\n<p>&#8211; A decis\u00e3o distrital foi anterior \u00e0 por \u00e1reas de pondera\u00e7\u00e3o e subsidiou a decis\u00e3o da mesma.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa adequa\u00e7\u00e3o, essa passa a ser a base territorial para elabora\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico socioterritorial.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Etapa 2. Pesquisa documental <\/span><\/strong><\/p>\n<p>Nesta etapa foi feito o levantamento de refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas e outros documentos de pesquisa dispon\u00edveis sobre os quatro eixos orientadores do diagn\u00f3stico em cada um dos territ\u00f3rios investigados e produ\u00e7\u00e3o de resumos executivos com apontamentos do que poderia contribuir para o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O aprofundamento e extens\u00e3o desta pesquisa documental tem liga\u00e7\u00e3o estreita com os quatro eixos delimitados. Nesse sentido \u00e9 importante ressaltar que n\u00e3o tratou-se de pesquisa extensa sobre cada um dos territ\u00f3rios o que ultrapassaria os limites do que est\u00e1 sendo investigado.<\/p>\n<p>Ao longo do processo de trabalho, identificou-se que a maioria dos documentos e refer\u00eancias dispon\u00edveis para cada territ\u00f3rio provinha de trabalhos elaborados pelo Aprendiz ou por outras organiza\u00e7\u00f5es governamentais que atuam em tem\u00e1tica semelhante. Al\u00e9m disso, foram levantados documentos gerais, de car\u00e1ter organizacional ou formativo, expedidos por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos como o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) e Conselho Nacional dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente (CONANDA).<\/p>\n<p>O material pesquisado, arrolado nas refer\u00eancias deste trabalho, constituiu importante material de apoio e informa\u00e7\u00e3o para a estrutura\u00e7\u00e3o das etapas seguintes do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Etapa 3. Levantamento estat\u00edstico de dados secund\u00e1rios<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Esta etapa corresponde \u00e0 fase de levantamento de dados secund\u00e1rios em diversos bancos de dados especializados.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o proposta foi respeitada levando em conta as informa\u00e7\u00f5es selecionadas, bem como os indicadores listados. Assim, houve um levantamento de dados secund\u00e1rios nas fontes dispon\u00edveis sobre o territ\u00f3rio e um levantamento nas fontes dispon\u00edveis sobre as escolas, que \u00e9 um elemento central da pesquisa.<\/p>\n<p>Foram feitos levantamentos de dados secund\u00e1rios junto a fontes de dados secund\u00e1rios como o Censo Demogr\u00e1fico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), os dados para Popula\u00e7\u00e3o e Estat\u00edsticas Vitais da Funda\u00e7\u00e3o Sistema Estadual de An\u00e1lise de Dados (Seade), o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep) e listas de equipamentos p\u00fablicos como escolas, museus, bibliotecas, parques, pra\u00e7as, equipamentos de sa\u00fade, assist\u00eancia social e seguran\u00e7a p\u00fablica dispon\u00edveis em publica\u00e7\u00f5es governamentais.<\/p>\n<p>No caso da caracteriza\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica dos territ\u00f3rios foram buscados dados sobre condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o, de assist\u00eancia social, viol\u00eancia, sa\u00fade, etc. e uma constru\u00e7\u00e3o do perfil dos jovens e crian\u00e7as habitantes (conferir em Anexos o Quadro Orientador).<\/p>\n<p>Nas escolas foram buscados dados sobre n\u00edvel de ensino, matr\u00edculas e distribui\u00e7\u00e3o de turmas, qualidade do processo de ensino e aprendizagem. Todos esses pontos ser\u00e3o aprofundados na etapa 4\u00a0(conferir em Anexos o Quadro Orientador).<\/p>\n<p>Inicialmente, os dados secund\u00e1rios foram agrupados por indicadores, apresentando-se os valores de cada um a partir de um mesmo suporte, o mapa da cidade de S\u00e3o Paulo. Neste, os valores assumidos para um \u00fanico indicador eram apresentados de modo comparativo \u2013 em um mesmo mapa \u2013 para os tr\u00eas territ\u00f3rios: Centro, Pinheiros e Jardim \u00c2ngela. J\u00e1 no cap\u00edtulo seguinte, em que as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para cada eixo s\u00e3o articuladas em cada um dos territ\u00f3rios separadamente, os dados secund\u00e1rios s\u00e3o apresentados somente para o Bairro-escola em quest\u00e3o, embora na maioria das vezes seja poss\u00edvel compar\u00e1-los com o mesmo dado referente \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o pela constru\u00e7\u00e3o da coleta, an\u00e1lise e apresenta\u00e7\u00e3o dos dados por Bairro-escola foi determinada pelas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas do trabalho das equipes do Aprendiz. Compreende-se que cada territ\u00f3rio possui determinadas fei\u00e7\u00f5es que p\u00f5em em relevo as linhas de for\u00e7a que se entrecruzam ou se entrechocam naquele espa\u00e7o. Neste sentido, embora a apresenta\u00e7\u00e3o comparativa das informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para os tr\u00eas territ\u00f3rios possua o m\u00e9rito intr\u00ednseco de fazer ver as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as dos locais em que se d\u00e3o as pr\u00e1ticas do Aprendiz, \u00e9 importante que as informa\u00e7\u00f5es de um mesmo espa\u00e7o conduzam o olhar para a(s) especificidade(s) desse local, com todos os limites e possibilidades impl\u00edcitos no ato de isolar e analisar o \u201cnosso peda\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Etapa 4. Aprofundamento local<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Na quarta etapa, realizou-se o aprofundamento local, que corresponde a uma aproxima\u00e7\u00e3o tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s escolas (Eixo 2), quanto em rela\u00e7\u00e3o as inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o (Eixo 1).<\/p>\n<p>Nesta etapa, definiu-se que para conhecer as condi\u00e7\u00f5es de vida no territ\u00f3rio, al\u00e9m dos dados secund\u00e1rios obtidos por meio das fontes citadas, seria realizado um levantamento de dados prim\u00e1rios junto aos jovens que estudam em uma ou mais escolas no territ\u00f3rio. Tal op\u00e7\u00e3o se imp\u00f4s fundamentalmente devido a dois fatores. O primeiro deles \u00e9 o da possibilidade de que pesquisas feitas com grupos menores (amostra), neste caso, um pequeno conjunto de estudantes da escola, fosse representativa de um conjunto maior (universo), ou seja, todos os estudantes da mesma escola. Por outro lado, a op\u00e7\u00e3o por obter as mesmas informa\u00e7\u00f5es com amostras de jovens que residem e ou circulam no territ\u00f3rio, independentemente da escola que frequentam, implicaria em custos e obst\u00e1culos adicionais, dificilmente super\u00e1veis nos limites dispon\u00edveis para realiza\u00e7\u00e3o deste diagn\u00f3stico. Todavia, a op\u00e7\u00e3o pelo levantamento de informa\u00e7\u00f5es do jovem que estuda no territ\u00f3rio n\u00e3o se justifica t\u00e3o somente pela facilidade operacional e log\u00edstica. \u00c9 preciso ter em conta que, como dito, os objetivos do trabalho desenvolvido pelo Aprendiz e da estrat\u00e9gia do Bairro-escola tem estreita liga\u00e7\u00e3o com o foco das escolas: o processo de ensino-aprendizagem, particularmente de crian\u00e7as, adolescentes e jovens. Assim, ainda que a(s) escola(s) n\u00e3o seja(m) a(s) \u00fanica(s) ou exclusiva(s) parceira(s) nas a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelo Aprendiz nos territ\u00f3rios, constata-se a sua posi\u00e7\u00e3o privilegiada enquanto local para onde convergem seus sujeitos em foco. Reside aqui, portanto, o segundo fator para que as pesquisas de aprofundamento local fossem feitas com os jovens que estudam no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Dado que o presente diagn\u00f3stico foi realizado em territ\u00f3rios em que o Aprendiz j\u00e1 atua, a sele\u00e7\u00e3o das escolas para a pesquisa com os jovens levou em conta, necessariamente, os contatos e experi\u00eancias pr\u00e9vias que existem com escolas dos territ\u00f3rios investigados. Previu-se, contudo, que nos casos em que a realiza\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico preceder a introdu\u00e7\u00e3o do Aprendiz e da estrat\u00e9gia Bairro-escola em um determinado local, ser\u00e3o precisos passos anteriores para identificar a(s) escola(s) com maior potencial democr\u00e1tico, caracter\u00edstica chave para sua inclus\u00e3o na referida estrat\u00e9gia. Certamente, mesmo que um conjunto de indicadores previamente selecionados informe sobre a exist\u00eancia de aberturas democratizantes do espa\u00e7o escolar escolhido, h\u00e1 que se ter em conta a necess\u00e1ria aproxima\u00e7\u00e3o cautelosa, dial\u00f3gica e estruturante das rela\u00e7\u00f5es posteriores entre escola e Aprendiz ou da mesma com outra institui\u00e7\u00e3o ou grupo que nela incida ou busque incidir diretamente.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o da observa\u00e7\u00e3o de c\u00f3digos \u00e9ticos para a pesquisa com indiv\u00edduos com menos de dezoito anos e em fun\u00e7\u00e3o dos objetivos do Bairro-escola, definiu-se que os participantes da pesquisa seriam alunos de escolas em que o Aprendiz j\u00e1 possu\u00edsse pr\u00e9vio contato. Al\u00e9m disso, seria preciso ter em conta que o question\u00e1rio seria auto-aplic\u00e1vel, a ser respondido com acompanhamento dos pais. Isto implicou na constru\u00e7\u00e3o de uma amostra (Anexo: DINI, N\u00e1dia Pinheiro. Constru\u00e7\u00e3o da amostra do diagn\u00f3stico do Bairro-escola) de estudantes da 6\u00ba \u00e0 9\u00ba s\u00e9rie do Ensino Fundamental dois e das tr\u00eas s\u00e9ries do Ensino M\u00e9dio. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o de Pinheiros, os demais territ\u00f3rios possu\u00edam uma \u00fanica escola com os n\u00edveis de ensino determinados e que concordaram em participar da pesquisa. J\u00e1 em Pinheiros, foi preciso articular duas escolas que atendessem os mesmos crit\u00e9rios: uma de Ensino M\u00e9dio e outra do Fundamental.<\/p>\n<p>Tendo como norte especialmente o Eixo 2, procedeu-se ao desenho de cinco instrumentos de pesquisa.<\/p>\n<p>1) um question\u00e1rio auto-aplic\u00e1vel para os alunos do Ensino Fundamental dois;<\/p>\n<p>2) um question\u00e1rio auto-aplic\u00e1vel para os alunos do Ensino M\u00e9dio;<\/p>\n<p>3) um question\u00e1rio a ser respondido pelo diretor da escola e aplicado pelos interlocutores do territ\u00f3rio. Neste instrumento, voltado para a caracteriza\u00e7\u00e3o da escola e de seu potencial democr\u00e1tico, solicitou-se listagem de toda equipe escolar, indicando-se nome, cargo ou fun\u00e7\u00e3o, regime de contrata\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o, carga hor\u00e1ria semanal e tempo de trabalho na unidade;<\/p>\n<p>4) um roteiro de observa\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e estruturais do estabelecimento;<\/p>\n<p>5) um question\u00e1rio auto-aplic\u00e1vel para os professores que, embora sem uma vers\u00e3o final aplicada no processo deste estudo, demonstrou sua extrema relev\u00e2ncia para a elabora\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico do Bairro-escola.<\/p>\n<p>No caso do question\u00e1rio dos alunos, definiu-se que o mesmo deveria ser respondido na presen\u00e7a do pai, m\u00e3e ou respons\u00e1vel, devendo os mesmos encarregarem-se com exclusividade de um conjunto de quest\u00f5es que lhes foram direcionadas.<\/p>\n<p>A despeito de estrat\u00e9gias voltadas para se garantir o apoio e a colabora\u00e7\u00e3o dos alunos durante a distribui\u00e7\u00e3o dos question\u00e1rios, o n\u00famero destes que foram devolvidos para a equipe do Aprendiz n\u00e3o alcan\u00e7ou o par\u00e2metro estabelecido para que a amostra fosse representativa do universo pesquisado. Deste modo, as informa\u00e7\u00f5es sobre condi\u00e7\u00f5es de vida dos jovens e de suas fam\u00edlias nos territ\u00f3rios e que foram obtidas a partir do levantamento prim\u00e1rio, n\u00e3o podem ser generalizadas para o conjunto dos jovens das escolas pesquisadas, referindo-se t\u00e3o somente \u00e0queles que responderam e devolveram os question\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos movimentos, lideran\u00e7as e inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio, procedeu-se tamb\u00e9m um levantamento prim\u00e1rio de informa\u00e7\u00f5es que fossem suficientes para realizar uma caracteriza\u00e7\u00e3o geral dos mesmos, identificando sua integra\u00e7\u00e3o com a pauta de crian\u00e7as e adolescentes e a participa\u00e7\u00e3o efetiva desse grupo. Buscou-se ainda ao levantamento de caracter\u00edsticas que pudessem informar sobre a qualidade da participa\u00e7\u00e3o nesses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Selecionado o conjunto de informa\u00e7\u00f5es que deveria ser obtido, interlocutores do Aprendiz, nos tr\u00eas territ\u00f3rios, deram in\u00edcio ao seu levantamento. Entretanto, para identificar a lista preliminar das inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o, optou-se pela realiza\u00e7\u00e3o de uma entrevista com lideran\u00e7as comunit\u00e1rias, conhecedoras das din\u00e2micas locais dos territ\u00f3rios (no Anexo desta publica\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel encontrar o conjunto das informa\u00e7\u00f5es obtidas para cada inst\u00e2ncia de participa\u00e7\u00e3o e em cada um dos territ\u00f3rios pesquisados. Al\u00e9m disso, apresenta-se ainda uma ficha caracterizadora de cada uma delas). \u00c9 importante salientar que o principal crit\u00e9rio para contatar uma inst\u00e2ncia era o de sua incid\u00eancia ou localiza\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio investigado, isto \u00e9, o territ\u00f3rio operacional. Para tanto, foram consideradas tamb\u00e9m as inst\u00e2ncias cuja atua\u00e7\u00e3o ultrapassava os limites do territ\u00f3rio operacional, ou aquelas cuja incid\u00eancia era estritamente localizada no interior de um equipamento, como o conselho escolar ou o gr\u00eamio estudantil.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Etapa 5. Produ\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico integrado<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A quinta etapa teve como principal resultado a elabora\u00e7\u00e3o do presente relat\u00f3rio. Neste, apresenta-se para cada territ\u00f3rio investigado um diagn\u00f3stico integrado, no qual a estrutura dos quatro\u00a0 eixos orienta e d\u00e1 suporte \u00e0s an\u00e1lises das informa\u00e7\u00f5es obtidas. Todo o material coletado dever\u00e1 integrou o relat\u00f3rio e constituiu, tamb\u00e9m, base de dados de posse do Aprendiz.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Etapa 6. Elabora\u00e7\u00e3o de materiais formativos\/guia.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a entrega do relat\u00f3rio, ser\u00e1 desenvolvida nova publica\u00e7\u00e3o na qual ser\u00e3o apresentados materiais de forma\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o para a condu\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ximos diagn\u00f3sticos do Aprendiz e organiza\u00e7\u00f5es e\/ou grupos que tenham interesse na metodologia, tais como passo a passo para coleta de bibliografias, levantamento de dados, elabora\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios, entre outros.<\/p>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.cidadeescolaaprendiz.org.br\/diagnosticobairroescola\/as-etapas-de-trabalho-e-o-metodo-de-pesquisa-do-diagnostico-do-bairro-escola\/\">Com o quadro orientador em m\u00e3os, foi feita a elabora\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o das etapas de trabalho necess\u00e1rias para a execu\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico. 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